Bullying e cyberbullying: como prevenir casos entre crianças e adolescentes
- Assessoria de Comunicação
- 8 de abr.
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Um em cada quatro alunos já sofreu algum tipo de violência física ou psicológica no ambiente escolar, segundo a PeNSE (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar), do IBGE. O cenário se agrava com o cyberbullying, que amplia o alcance das agressões e intensifica os impactos na saúde mental de crianças e adolescentes.
A professora de Psicologia do CEUB (Centro Universitário de Brasília), Ludymila Borges Santana, destaca a importância de identificar sinais precoces com prevenção dentro de casa e no ambiente escolar.
Segundo a especialista clínica infanto juvenil, mudanças de comportamento devem ser observadas: “Mudanças de comportamento, isolamento e queda no rendimento escolar são sinais importantes de que algo pode não estar bem”.
A docente do CEUB reforça que o bullying não é um problema isolado. “Esse é um fenômeno coletivo, que envolve todo o ambiente. Quando não há intervenção, tende a se repetir e a agravar impactos na saúde mental”, alerta, chamando atenção para a responsabilidade da escola e dos responsáveis.
De acordo com a especialista, alguns comportamentos podem indicar que a criança ou o adolescente está sofrendo ou envolvido em situações de violência:
Isolamento repentino ou afastamento de amigos.
Queda no desempenho escolar.
Mudanças de humor, tristeza frequente, apatia, ansiedade ou irritabilidade.
Resistência em ir à escola, ou sair com amigos, e ainda a usar redes sociais.
Alterações no sono ou apetite.
Mudanças bruscas de comportamento.
Uso de roupas para esconder o corpo, mesmo em dias quentes.
Medos que antes não tinham.
Como prevenir: 5 atitudes práticas para famílias e escolas
Confira as dicas da especialista do CEUB para reduzir casos de bullying e cyberbullying:
1. Mantenha o diálogo aberto
“O adolescente precisa se sentir seguro para falar. Escute sem julgamentos e com atenção, crie forma de aproximação”, orienta. Quando há acolhimento, aumentam as chances de o jovem relatar situações de violência ou angústias presentes que vivencia no seu dia a dia.
2. Observe o comportamento no dia a diaPequenas mudanças podem indicar sofrimento emocional e devem ser investigadas com cuidado e diálogo. “Falar sobre empatia, respeito e convivência precisa fazer parte da rotina. A prevenção acontece nas pequenas interações do dia a dia, tanto na família quanto na relação com a escola”, destaca a professora do CEUB.
3. Escola segura faz a diferença
A escola tem papel central na prevenção ao bullying. “A escola precisa promover uma cultura de respeito, com espaços de escuta e ações contínuas. Não basta agir só quando o problema aparece, devemos trabalhar com prevenção”, afirma a docente do CEUB.
4. Acompanhe o uso da internet“O cyberbullying não tem pausa. Ele pode acontecer a qualquer momento, o que intensifica o impacto emocional”, alerta a especialista.
O aumento de denúncias nas redes sociais evidencia como a exposição digital pode ultrapassar limites e gerar sofrimento psíquico, tornando essencial o acompanhamento ativo dos responsáveis, como previsto no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e na Lei de Combate ao Bullying.
5. Estimule valores como respeito e empatia
A prevenção também passa pela educação emocional. Ensinar respeito, empatia e responsabilidade nas relações ajuda crianças e adolescentes a desenvolver habilidades sociais e lidar melhor com conflitos. “A convivência cotidiana também é um fator de proteção importante. Estar presente, compartilhar atividades e demonstrar interesse genuíno pela rotina dos filhos fortalece o vínculo e facilita a comunicação”.
De acordo com a especialista do CEUB, criar um ambiente seguro, com escuta ativa e sem julgamentos, contribui para a identificação precoce de sinais de sofrimento. “O reconhecimento de esforços, os elogios e o incentivo à autonomia também fortalecem a autoestima, que é essencial para enfrentar situações adversas”.
Fonte: CNN BRASIL




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